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Almoxarifado Geral
BR RSMC 02.04 · Série · 1919 - 1926
Parte de Companhia Minas de Carvão do Jacuhy (CMCJ)

A série é composta pelas tipologias Relação de materiais, Controle de materiais, Inventários de Materiais, Balancetes Financeiros, Faturas e Recibos e Cartas, identificadas a partir do mapeamento a respeito de seu produtor original (o próprio almoxarife da companhia). São documentos que versam a respeito da entrada e saída de materaiais provenientes de distintos locais e contextos.

A Relação de materiais registra os materiais fornecidos à Mina do Leão pelo Almoxarifado, além de registrar a mesma informação em relação à Vila Operária e outros setores da companhia. Basicamente, a documentação permit antever o fluxo de bens materiais utilizado no contexto de exploraçã carbonífera.

O Controle de Materiais elenca os materiais de uso armazenados e geridos pelo Almoxarifado e enviados a outros setores da companhia, tais como o Porto Coronel Carvalho. O sentido desta documentação é, justamente, o de controlar o envio de materiais, tais como ferramentas, trilhos, etc.

Os Inventário de Materiais são listagens feitas no ano 1919 tendo por referência as Existências da Companhia em 31 de dezembro de 1918, e que constam no Balancete das despesas feitas com instalações e custeio nas Minas do Leão, discriminando especificamente as com Administração no Rio (Matriz da Companhia); Administração; Afloramentos com Instalação e Exploração; Arrendamentos; Casa da Diretoria; Despesas Gerais; Estudos e Sondagens; Levantamentos Topográficos; Conservação de Edifícios, Estradas de Rodagem e Benfeitorias; Poço Wenceslau Braz; umauto “Ford”; Transporte terrestre; Usinas e Oficinas; e Semoventes.

Os Balancetes Financeiros fornecem as relações de contas da Cooperativa das Minas do Leão em 31 de dezembro de 1918, e as constantes no Balancete do Almoxarifado Geral da Administração em Rio Grande nos meses de agosto e
setembro de 1919, designando os materiais por unidades, entradass, saídas e totais de quantidades valores.

As Faturas e Recibos contêm documentos que comprovam o pagamento de materiais comprados e/ou cedidos para/pelo Almoxarifado nas atividades de exploração carbonífera.

As Cartas possuem registros do ano de 1918, sobre o intercâmbio de informações entre o Almoxarife, o Contador e as Superintendências da Companhia na Mina do Leão e em Porto Alegre, assim como entre a Matriz, no Rio de Janeiro, e o diretor da Companhia, em Porto Alegre, assim como entre a Matriz da Companhia no Rio de Janeiro e o seu diretor em Porto Alegre. Dentre as temáticas que constam nesta Tipologia, encontram-se pedidos e aquisições de materiais; boletins diários de serviços no Porto Coronel Carvalho; controle de mercadorias para a Cooperativa das Minas, inclusive as reclamações sobre gêneros alimentícios deteriorados; envio de demonstrativos de caixa e mapas de exploração de carvão; lançamentos de créditos da Companhia feitos pela Estrada de Ferro Jacuhy; relações de mercadorias transportadas nas chatas com destino ao Porto do Conde e contas pagas à Standart Oil Company. Também
se encontram os saldos em folhas de pagamentos de trabalhadores da Companhia; débitos feitos na conta da Comissão de Instalação das Minas, bem como créditos realizados à Cooperativa e alugueis de casas nas Minas.

Pessoal
BR RSMC 02.05 · Série · 1918 - 1919
Parte de Companhia Minas de Carvão do Jacuhy (CMCJ)

A série Pessoal destina-se a agrupar documentos produzidos em função do registro de atividades, pagamento, suspensão ou adiantamento de salários aos mineiros da Companhia Minas de Carvão do Jacuhy. Compõem a série as seguintes tipologias: Folhas de Pagamento, Recibos de Adiantamento de Salário, Controle de Dias Trabalhados, Lista de Atraso de Pagamentos.

A Folha de Pagamento reúne imformações como o nome dos operários, período trabalhado e quantia recebida em dinheiro por tal serviço. As folhas dão conta do pagamento aos operários em ação na Mina do Leão, durante os anos de exploração daquela jazida pela Companhia Minas de Carvão do Jacuhy.

Os Recibos de Adiantamento de Salário apontam para o registro de adiantamento de salários pela companhia em relação a seus operários. Os registros mostram os chamados vales emitidos, que permitiam o controle sobre quanto do salário dos mineiros havia sido adiantado e quanto ainda restava por pagar a eles. É importante salientar que alguns vales também eram utilizados como adiantamento de gastos junto à Cooperativa das Minas.

O Controle dos Dias Trabalhados elenca a relação de operários e a carga horária por eles trabalhada em determinadas jornadas. Constam os pontos de pedreiros e serventes, da Carpintaria e dos mineiros do Poço Wenceslau Braz (Mina do Leão).

A Lista de Atraso de Pagamentos registra débitos da companhia ou de operários junto à Cooperativa.

A Folha de Pagamentos são varias registros diversos de pagamentos a trabalhadores de diferentes entidades ligadas a mineração.

Administração
BR RSMC 03.01 · Série · 1917 - 1936
Parte de Companhia Carbonífera Riograndense (CCR)

A série Administração está dividida em três subséries nas quais constam as tipologias que elucidam a conformação do conjunto documental, suas funções e significados. Basicamente, tal série dá conta das atividades básicas da Companhia Carbonífera Rio Grandense, desde a atuação diretiva de seus gestores, até a combinação de registros que permitem conhecer os meandros da exploração carbonífera na região de Butiá e a mão de obra empregada em tal trabalho. As subséries que a compõe são: Escritório nas Minas (03.01.1)7; Extração de Carvão (03.01.2); e pessoal (03.01.3).

Escritório nas Minas
BR RSMC 03.01.01 · Subsérie · 1917 - 1936
Parte de Companhia Carbonífera Riograndense (CCR)

A subsérie Escritório nas Minas, nomenclatura utilizada pela companhia para definir a sede básica de onde provinham e chegavam as decisões administrativas. Tal subsérie é composta pelas tipologias Estatutos e certidões; Telegramas/fonogramas; Cartas; Memorandos; e Contratos.

Constituem os Estatutos da Companhia Carbonífera Rio Grandense datado do ano de 1935, documento que não é o primeiro regramento jurídico da empresa, mas sim o mais antigo preservado junto ao fundo. Também acompanha a tipologia a certidão de petição assinada por Ricardo Souza Porto e outros contra a Companhia Minas de Carvão do
Jacuhy, sobre o contrato de arrendamento da Fazenda do Leão, as construções nela efetuadas e os maquinários ali dispostos. Tal certidão cita Genésio da Costa Marques, um dos diretores da CCR em 1929, como parte do caso.

Os Telegramas/fonogramas diz respeito aos documentos de comunicação rápida entre dirigentes da Companhia Carbonífera Riograndense entre as décadas de 1920 e 1930. Em geral, constam cópias de telegramas enviados e recebidos,
tanto para os escritórios da companhia em outras praças, quanto para as minas localizadas no Baixo Jacuí. Consta, entre tais telegramas, um registro de maio de 1936, através do qual o então governador estadual Flores da Cunha recomenda seu amigo, Paulo Labarthe, ao Comendador Martinelli, então um dos acionistas da CCR.

As Cartas registram a troca de correspondências entre distintos setores administrativos da companhia, sobretudo apontando as relações entre tais setores. Estes documentos reportam decisões quanto à postura comercial e de gestão da empresa, reportam as relações da produção carbonífera com a política de impostos do governo federal, tratam dos benefícios e cobranças aos operários, deliberam sobre assuntos financeiros e acertam demandas de mercado. Algumas correspondências também apresentam discussões a respeito das rotas de escoamento da produção carbonífera, sobretudo através do Rio Jacuí e das vias férreas então existentes. Especificamente, convém salientar que as cartas permitem antever, para além das temáticas recorrentes, troca de informações menos constantes, mas igualmente importantes, tais como a importância do respeito à política de compra de explosivos aplicada pelo governo brasileiro (e obedecida pela empresa), a troca de documentos e dados sobre a extração e comercialização do carvão desligamento de funcio- nário das minas da CCR por razões de “segurança nacional”, no ano de 1934, e até mesmo sobre a severa crise que atingiu a CCR entre os anos de 1926 e 1927, ameaçando a companhia de insolvência. Correspondências datadas de 1927, trocadas entre a Superintendência (Porto Alegre, RS) e a Matriz (Rio de Janeiro, RJ) da CCR trazem informações importantes sobre a região de Butiá e o histórico da mineração no local.

Já outro conjunto de correspondências, datado do final de 1937, aponta para o estudo sobre o carvão nacional e aponta alternativas estudadas para viabilizar o barateamento no custo das despesas da companhia. Outras cartas abordam também a difícil situação do trabalho nas minas de carvão administradas pela CCR, reportando acidentes entre mineiros, a postura da empresa em relação aos pedidos de férias dos operários, as atividades de paralisação e protesto (como as apontadas no ano de 1923), as notificações da companhia sobre o alistamento militar de seus funcionários e organização das Juntas de Conciliação do Trabalho no âmbito do regime de atuação nas minas. Conveniente também é salientar as cartas que tratam de temas referentes à vigilância policial no âmbito das atividades de mineração (como a correspondência que se refere à criação de uma seção policial na Mina de Butiá, em 1921). O maço de cartas relativa ao ano de 1934, por sua vez, aponta a criação do Esperança Foot-Bool Club, além de correspondências entre o Ministro
da Guerra e os administradores das minas de Butiá, referentes ao alistamento de mineiros. Por fim, cartas destinadas a destinatários diversos permitem ver as relações da Companhia com fornecedores de materiais, entidades financeiras, seguradoras, compradores de carvão e empreiteiros responsáveis pela construção e manutenção da infraestrutura
da CCR, como o Cabo Aéreo, o Porto do Conde, os cabos telegráficos e as vias férreas. Constam, de forma sucinta, os seguintes cruzamentos entre remetentes e destinatários, de acordo com a ordenação cronológica:

• 1917/1921: Engenheiro Chefe x Diversos

• 1918: Matriz x Engenheiro Chefe de Butiá; Superintendência x Di-
versos; Engenheiro Chefe x Engenheiro Ajudante das Minas do Bu-
tiá;

• 1918/1919: Superintendência x Minas do Butiá (Engenheiro Che-
fe); Engenheiro Chefe x Engenheiro Ajudante das Minas do Butiá;

• 1919: Diversos x Honório Hermeto Correia da Costa (Engenheiro
Chefe);
• 1920: Engenheiro Chefe x Superintendência; Engenheiro Chefe de
Butiá x Diversos; Diversas;

• 1921: Superintendência x Engenheiro Chefe da Mina de Butiá; In-
tendência Municipal de São Jerônimo x Superintendência; Diver-
sas;

• 1922: Superintendência x Engenheiro Chefe da Mina de Butiá; En-
genheiro Chefe de Butiá x Diversos;

• 1922/1923: Engenheiro Chefe x Superintendência;
• 1923: Superintendência x Matriz; Superintendência x Estrada de
Ferro Jacuhy; Superintendência x Diversos;
• 1923/1924: Superintendência x Matriz;

• 1924: Agência de POA (Superintendência) x Matriz; Superinten-
dência x Engenheiro Chefe; Agência de POA (Superintendência) x

Diversos; Diversas;

• 1924/1925: Agência de POA (Superintendência) x Diversos; Com-
panhia Minas do Carvão do Jacuhy (CMCJ);

• 1924/1926: Agência de POA (Superintendência) x Diversos;
• 1925: Engenheiro Chefe de Butiá x Diversos;
• 1925/1926: Agência de POA (Superintendência) x Matriz;
• 1926: Superintendência x Matriz; Superintendência x Engenheiro
Chefe; Agência de POA (Superintendência) x Diversos; Diversas;
• 1926/1927: Agência de POA (Superintendência) x Matriz;
• 1926/1928: Agência de POA (Superintendência) x Diversos;
• 1926/1931: Agência de POA (Superintendência) x Minas do Butiá
Engenheiro Chefe;
• 1927: Diversos x Superintendência; Diversas;
• 1927/1929: Agência de POA (Superintendência) x Matriz;
• 1927/1936: Agência de POA (Superintendência) x Estrada de Ferro Jacuhy;
• 1928/1929: Agência de POA (Superintendência) x Diversos;
• 1929: Diversas;
• 1929/1930: Agência de POA (Superintendência) x Matriz;
• 1930: Diversas;
• 1930/1931: Agência de POA (Superintendência) x Matriz; Agência
de POA (Superintendência) x Diversos;
• 1931/1932: Agência de POA (Superintendência) x Diversos;
• 1931/1933: Agência de POA (Superintendência) x Matriz;

• 1931/1936: Agência de POA (Superintendência) x Diversos; Diver-
sas;

• 1932: Fornecedores x Superintendência;
• 1932/1933: Engenheiro Chefe de Butiá x Diversos;
• 1933: Engenheiro Chefe de Butiá x Diversos;
• 1933/1934: Superintendência x Engenheiro Chefe das Minas de

Butiá; Agência de POA (Superintendência) x Diversos; Administração das Minas do Recreio x Engenheiro Chefe de Butiá;

• 1933/1935: Agência de POA (Superintendência) x Matriz;

• 1934: Superintendência x Engenheiro Chefe; Agência de POA (Superintendência) x Diversos; Fornecedores x Superintendência; Engenheiro Chefe de Butiá x Diversos; Diversos x Engenheiro Chefe;

• 1934/1936: Agência de POA (Superintendência) x Diversos;
• 1935: Agência de POA (Superintendência) x Matriz;
• 1935/1936: Superintendência x Engenheiro Chefe; Engenheiro
Chefe de Butiá x Diversos; Diversos x Engenheiro Chefe das Minas
de Butiá;
• 1936: Matriz x Superintendência; Superintendência x Engenheiro
Chefe; Fornecedores x Superintendência.

Os Memorandos incluem registros de correspondência interna entre administradores da CCR, sobretudo em relação ao envio/recebimento de documentos, pagamento de contas e impostos, trânsito de relatórios de extração e de
informes sobre operários e horas por eles trabalhadas.

Os Contratos referem-se, basicamente, a dois documentos, o primeiro deles referente à locação de terrenos nas Minas de Butiá e o segundo relativo à construção de uma estação no Poço 2 (tal contrato conta com uma proposta de orçamento entre a CCR e a construtora envolvida na obra).